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Twitter e os bons usos de ferramentas web

O Twitter é a nova febre brazuca. Já somos cerca de 7% do tráfego de "tweets" e é possível que, em breve, o Twitter tenha a mesma repercussão do orkut: adaptação da plataforma para português em virtude do número de acessos.

Pra quem ainda não sabe, Twitter é uma ferramenta web que se propõe a ser um agregador de logs do dia-a-dia das pessoas. A idéia é simples: a qualquer momento você pode responder a pergunta principal do Twitter, que é "o que você está fazendo agora?", e a sua resposta é encaminhada para todos os que querem saber sobre os seus logs. Para isso, as pessoas "seguem" umas às outras, recebendo via Twitter ou via celular (o twitter tem integração com SMS) os pequenos logs "twittados". Entretanto, há uma limitação: 140 caracteres apenas, por vez.

A princípio, parece uma ferramenta fútil, até mesmo voyer. Querer saber o que as pessoas estão fazendo, de forma tão sistemática, parece doentio. E muitos pensaram assim. Porém, como qualquer outra ferramenta, seu uso pode ser distorcido. O que parecia o ápice do voyerismo humano transformou-se numa forma de articulação da comunidade online, de captação da movimentação em um determinado meio, de recepção de notícias e de contato diário com pessoas que, muitas vezes, nem mesmo conhecemos.

Isso porque ao invés de responder à questão proposta pelo Twitter, os usuários passaram a ignorá-la e falar sobre o que bem entendessem. Criaram métodos de articulação de conversas, como o uso do "@" para direcionar uma mensagem para alguém e de tags, a partir do uso de "#" ("@usuário E aí, sentiu o #terremoto aí também?").

Com isso, uma comunidade passou a declarar virtualmente suas percepções e opiniões, surgiram pesquisas instantâneas, avisos, e até mesmo a publicação de manchetes de grandes veículos sintetizadas em 140 caracteres. Twitter virou sinônimo de atualização instantânea.

140 caracteres são suficientemente objetivos para se divulgar notícias, opiniões e links interessantes. Veículos de notícias como o G1, BlueBus, INFO online, IDG Now, entre outros passaram a usar o sistema do Twitter para distribuir versões mínimas das manchetes de suas principais notícias.

Portanto esse tipo de ação responde, mesmo que tardiamente, a pergunta que o Jornal de Debates propôs na Campus Party: "O orkut é fútil?"

Acredito que as ferramentas podem ser usadas de forma útil ou inútil. Como sempre, não é o Twitter, ou o orkut, ou os blogs que devem ser rotulados, mas sim os usuários que estão por trás dessas ferramentas.

Campus Party: últimos dias, encerramento e opiniões

Perdi grande parte das palestras do penúltimo dia por ter me perdido em Sampa tentando almoçar decentemente. Quando consegui voltar, estava quase no fim a palestra sobre Hackers; de qualquer maneira, deu pra prestigiar a apresentação de Edney Souza sobre Audiência Web. Edney deixou claro que fazer contatos e responder comentários é o melhor que se pode fazer em busca de uma maior audiência. Produzir conteúdo relevante é mais do que básico, mas promover uma maior acessibilidade é a melhor dica de Edney: use e abuse de RSS, assinaturas por email, orkut, o que der.

O último dia de palestras foi o mais agitado. Segundo meus planos eu assistiria a todas as palestras do dia. Quando eu já estava preparada para assistir à apresentação de Pollyana Ferrari, me avisaram que a agenda do dia havia sido alterada, e a apresentação sobre “Ferramenta Multidão” que viria logo após a palestra que estava aguardando iam ser simultâneas. Ferrari ganhou mais uma hora para falar sobre Redação para Web, e eu fiquei atordoada porque tinha que escolher uma das duas. Acabei presitigiando a oficina de Redação para Web, que foi bastante prolixa e desanimei depois de um tempo. Ferrari tentou incentivar a participação dos ouvintes, mas ninguém estava muito afim. Interessante mesmo foi a divisão sugerida por ela para os produtores de conteúdo contemporâneos: jornalistas online, jornalistas digitais e gestores de conteúdo.

Em seguida, Wagner Martins, mais conhecido por Mr. Manson, apresentou o “case” Cocadaboa, explicando o contexto no qual o site foi criado e quais os métodos utilizados por ele e pelos amigos para fazer um boato circular. Martins salientou que os boatos só circulavam devido ao custo mínimo de envio, já que é só dar “ctrl + c, ctrl + v” pra repassar o conteúdo. Um outro ponto intrigante da apresentação do Cocadaboa foi Wagner Martins afirmando que, se ele ainda mantivesse o Cocadaboa nos dias de hoje, as publicações mentirosas circulariam ainda mais. Ele se justifica alegando que os boatos enganavam as classes mais altas e mais instruidas da sociedade, que eram as classes que tinham acesso a computadores e internet naquele momento. Hoje, com as facilidades de pagamento e parcelamento, todo mundo pode ter um PC em casa, até mesmo as classes menos abastadas. E, segundo ele, agora seria muito mais fácil criar textos mentirosos com alta circulação.

Na seqüência, foi apresentada a plataforma STOA de rede sociais, que foi adotada na Universidade de São Paulo (USP) para criar uma rede de relacionamentos acadêmica, seguida pela palestra de Manoel Lemos sobre como criar um blog e quais as formas de indexá-los corretamente para ser listados no BlogBlogs, o Technorati brasileiro.

Mas o dia terminou com a pífia apresentação de Clarah Averbuck, que deveria contar também com a presença de Leandra Leal, que infelizmente não compareceu. Clarah era esperada para a exibição de trechos do filme “Nome Próprio“, que é baseado em suas obras, em especial o livro “Máquina de Pinball”. Tenho que ressaltar que todos os blogueiros ali presentes estavam na mais sincera boa vontade, mas Clarah não parecia interessada. Ainda que tenha confidenciado a todos que já havia consumido meio litro de conhaque, isso não justificou sua atitude no mínimo bizarra: não queria falar. Não estando presente Leandra Leal, e diante da teimosia de Clarah, os diretores tomaram a palavra e explicaram do que se tratava o filme e qual era a intenção daquela exibição no último dia de Campus Party. Sendo um filme de baixo orçamento, os diretores pretendiam apostar na exibição “exclusiva” para os blogs visando postagens que “marketeassem” a película. Não me atingiu, mas eu fiquei sensibilizada com a situação delicada dos diretores: a autora dos livros nos quais o filme foi baseado estava tribêbada, se recusava a falar, e quando resolveu falar, se enrolou toda e repetia muito, além de ter explicitado desnecessariamente sua embriaguês, que podia ser detectada a distância.

A atuação de Leandra Leal me pareceu muito boa; o assunto que permeia a trama é o fato da personagem principal manter um blog. Mais que isso, eu não saberia dizer. Não tenho idéia de quais são os pontos altos do filme, visto que a autora não comentou. Aliás, a única coisa que ela comentou foi que o filme é muito mais dramático do que ela gostaria. E que agora ela é super amiga de Leandra Leal.

Quem quiser matar a curiosidade sobre todas essas coisas não apresentadas, o filme deve entrar em cartaz nos próximos meses.
Se eu achar que os diretores e Leandra Leal merecem, talvez eu assista. Isso se eu conseguir por um momento me esquecer das atitudes infames de Clarah. Porque se isso não acontecer, Leandra Leal que me perdoe, mas não vou prestigiar.

Ao desmontar minha barraca e juntar as malas para voltar pra casa, a minha impressão final sobre a Campus Party é positiva. Reunir comunicadores, tecnólogos, empresários, free lancers, funcionários, acadêmicos e gamers em um mesmo recinto não é coisa pouca. Fazer desse mega evento um sucesso é surpreendente. Saber que teremos Campus Party no Brasil até 2013 me deixa mais animada ainda, pois eu sei que a infra estrutura só tende a melhorar com o tempo e a experiência, mas o jeito brasileiro de fazer festa será sempre o mesmo, sempre bom! Afinal, o melhor do Brasil é o brasileiro, como já dizia aquela campanha do governo. Assim sendo, quem se interessou fique atento, porque ano que vem tem mais. E, com certeza, ano que vem eu também estarei, de novo, por lá.

Campus Party dia 4, a vez dos blogs atormentarem os jornais

Uma vez devidamente reconhecidos e respeitados, os blogs vão buscar ferramentas para crescer. Uma delas é aprender a tirar boas fotos. Frederico Mendes, jornalista por formação e fotógrafo de profissão, mostrou em uma palestra divertida e expositiva que nada é impossível para a fotografia. Nem mesmo dois rodamoinhos na mesma foto.

frederico mendes

A primeira coisa que Mendes deixou claro para os ouvintes foi que qualquer “idiota” pode bater uma foto, e que não é preciso uma câmera toda especial para fazer bons clicks. Para ele, fotografar é apenas uma questão de abaixar e levantar.

Apresentando fotos de sua autoria e explicando as situações e condições que permitiram a realização das belíssimas imagens, Frederico Mendes fez com que se prestasse mais atenção em como “perceber” uma foto, como buscar nela aquele toque especial. Todos saíram babando nas fotos e inspirados para tentar alguns clicks. Até eu.

Ainda em Campus Blog, Andre Avorio apresentou o Drupal como ferramenta poderosa de CMS. Baseada em PHP e sob licença GNU GPL, Drupal é uma solução de software livre para gerenciar conteúdo. O Radar Cultura, que tem stand no piso térreo da Campus Party, foi feito em Drupal e em tempo recorde: duas semanas. Avorio revelou para o público que o aprendizado para gerenciar o sistema não é fácil, mas assim que se adquire domínio sobre a ferramenta, as coisas ficam simples como nunca. Por ser um software livre, o Drupal oferece inúmeros módulos que podem ser agregados à ferramenta base, dando maior flexibilidade pra adaptação em diferentes projetos. Vale a pena conferir.

Mais tarde, no palco principal, houve debate sobre o futuro do jornalismo, feito entre jornalistas e blogueiros convidados. Heródoto Barbeiro tentou de todas as formas viáveis guiar o debate, que acabou debandando para uma espécie de embate entre jornalistas e blogueiros. Na minha opinião, isso era desnecessário, apesar das considerações de ambos os lados terem sido bastante pontuais e verdadeiras. Pedro Dória defendeu que o jornalismo é diferente do que o blogueiro faz, e que existe a necessidade de uma redação mantida por grandes corporações para a apuração de fatos que demandam tempo e proporcionam notícias de longo prazo. Já Cardoso, do Blog do Cardoso, rebateu falando sobre credibilidade: ela depende menos do meio e mais do indivíduo.


Pedro Dória, Heródoto Barbeiro, Suzana Apelbaum, Etevaldo Siqueira

Animosidades a parte, Etevaldo Siqueira, especialista em comunicação, afirmou que o blog é um fenômeno que deve ser bem recebido, pois nele também se pratica jornalismo, e este ainda não morreu, mas pelo contrário, está mais vigoroso do que nunca.Fechando o dia, Juliano Spyer recebeu Steven Johnson, que está lançando seus livros pela Jorge Zahar no Brasil. A conversa manteve um tom científico ao abordar a neurociência. Ao final da palestra de Johnson, ele e Spyer estiveram no térreo autografando seus livros.

|Saiba mais sobre Frederico Mendes e Steven Johnson
|Notas (1,2) no BlueBus sobre o dia 4
|Não deixe de ler artigo de opinião de Michel Lent sobre o debate Jornalistas x Blogueiros

Campus Party dia 3 é marco para blogs, que passam a ser devidamente respeitados

Depois de Juliano Spyer explicar que tecnologia não faz blog (ontem), no dia 3 da Campus Party temos a consolidação do que eu vejo como um marco para os blogs: eles passaram a ser tratados com deferência e credibilidade.

Bárbara Dieu abriu as palestras do dia apresentando sua experiência com o uso de blogs para o ensino de língua estrangeira. Dieu é professora de língua inglesa e o embasamento para fazer uso da web em suas aulas é óbvio: o inglês é o idioma mais utilizado na internet. Ela esclareceu que o uso dos blogs como parte do aprendizado de sala de aula ficou mais fácil com o advento do que se denomina “web 2.0″, que nada mais é do que a web sendo usada de modo mais dinâmico e interativo. Com o surgimento de serviços como o blogger, que facilita a criação e o uso de blogs por uma ampla camada da população, existe a possibilidade de fazer com que os alunos passem a interagir e produzir conteúdo.


Dieu falando sobre o uso de blogs para ensinar

Segundo Dieu, o plano educacional é bem travado, tradicional e fechado, mas aos poucos ele pode ir se alterando. Está ficando cada vez mais claro que o contato com outras pessoas e a busca individual por conhecimento tem como reflexo uma formação mais sólida e duradoura. Dieu acredita que o blog não é mais apenas um diário pessoal, mas sim uma identidade e uma presença online. Com o uso dos blogs, é possível mostrar ao aluno a evolução do seu aprendizado e seu uso prático, fazendo com que ele tenha vivência do idioma estudado em situações cotidianas. Ela citou o caso de um fotógrafo amador holandês que teve suas fotos escolhidas para ilustrar um projeto dos alunos. Ao querer saber mais sobre ele, os alunos foram encaminhados a conversar diretamente com fotógrafo, em inglês; isso fez com que eles pudessem entender a real utilidade do aprendizado do idioma em uma situação real, que trouxe algum benefício a eles: o privilégio do conhecimento.

Na seqüência, Julio Monteiro apresentou a incubadora de projetos colaborativos da Fapesp, que propõe fornecer ferramentas para disseminação de conteúdos de cunho acadêmico, tecnológico e sócio-cultural. A iniciativa é interessante e visa proporcionar uma forma fácil de produção de conteúdo de qualidade. Segundo Monteiro, a FAPESP tem esse projeto ainda em fase de testes, e para participar você deve submeter sua idéia para aprovação no site da incubadora.

Ao mesmo tempo em que Júlio Monteiro apresentava a incubadora da FAPESP, no BarCamp rolava o Startup Camp, com o lançamento do Blog Content, um projeto de Alexandre Inagaki, Edney Souza, Gustavo Jreige e Ian Black. O objetivo é prestar consultoria sobre blogs e redes sociais para empresas.

Ao final do dia Edney Souza apresentou dicas e truques para aumentar a audiência dos blogs. Chamando o pessoal da área de blogs literalmente “no grito”, Edney teve que ceder e permitir a “rodinha” que todos propuseram fazer. Mais do que uma apresentação, foi uma dinâmica que tinha como objetivo gerar conhecimento. Mais uma vez foi ressaltado que é importantíssimo manter um relacionamento na rede. O fato desse relacionamento ser por uma via digital não significa que deva ser virtual. Existem, por trás dos blogs, pessoas reais e relacionamentos reais, apenas intermediados pela tecnologia.


A rodinha do Edney

Acima de tudo, confirmando mais uma vez a fala de Spyer, Edney ressaltou que manter um blog é algo que se deve fazer com gosto, com orgulho, e que ele deve fazer parte da forma como o autor se apresenta: sou fulano de tal, do blog tal. Deve-se tentar focar um tema em que haja conhecimento aprofundado ou, no mínimo, grande interesse.

Acima de tudo, blogueiro agora é tratado com respeito. Blog é tratado com respeito. Porque enfim se entendeu que blog é uma ferramenta, e não apenas diário online.

|Saiba mais sobre Barbara Dieu, Julio Monteiro e Edney Souza
|Confira também as fotos do Flickr sobre o evento

Campus Party, dia 2

Começou hoje o ciclo de palestras da Campus Party. Eu pude conferir duas, que ocorreram no CampusBlog. Uma delas foi a apresentação de Ronaldo Lemos sobre direito digital, que abriu o ciclo da área de blogs; a outra foi a palestra de Juliano Spyer, sobre blogs.

Ronaldo Lemos é professor da escola de direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diretor do Creative Commons no Brasil e um dos fundadores do Overmundo, um site colaborativo onde os artigos mais votados são publicados. Ele abordou temas muito interessantes acerca do que é legal e do que é ilegal no mundo web, e muitos dos esclarecimentos deixaram o público estarrecido: a legislação brasileira é tão restritiva que grande parte do que fazemos online é ilegal. Ao que parece, o Ministério da Cultura vai “bandalarguizar” as leis de direito autoral para que elas possam também abranger o direito digital. Mas enquanto essas alterações não vêm, cada um tem que cuidar do seu. O que Lemos chamou de ‘responsabilidade civil dos blogs’ ainda depende muito da forma como cada um encara a questão, e não das leis. Por falta de uma legislação para as atividades virtuais, muitas decisões ficam a cargo dos juízes; alguns deles, inclusive, buscam as bases de seus veredictos em legislações internacionais, como a norte americana.

O que Lemos sugere como solução a curto prazo é o uso das licenças Creative Commons, que faz com que o autor deixe claro o tipo de direito autoral que quer impor ao que produziu. Vale ressaltar também que Lemos deixou claro que colocar uma licença Creative Commons em algo não impede a sua posterior venda, contanto que o conteúdo continue sendo disponibilizado da forma colocada pela licença escolhida. Ele exemplificou com sua própria experiência: seu livro “Direito, tecnologia e cultura” foi disponibilizado sob Creative Commons, entretanto também é publicado pela Editora da FGV.


Com os esclarecimentos de Lemos, todos se sentiram um pouco “ilegais”

Spyer tratou de um tema que parecia batido, mas de uma forma bastante leve e surpreendente. Inicialmente o nome da apresentação era “Tecnologia não faz um blog”, título esse que condensa exatamente o que foi apresentado. Entretanto, ao tratar o tema de forma menos tecnológica, Spyer trocou o nome da apresentação no último minuto para “Zen e a arte de blogar”. Ele defendeu que blogar não depende de talento, mas sim de auto conhecimento. Não depende de saber escrever bem, mas principalmente de saber ler. Ele acredita que dentro de 10 anos as pessoas usaram seus espaços na internet, sejam eles blogs ou o que for, como hoje usam o email; o blog será o cartão de visitas do futuro. Quem assistiu a apresentação de Juliano Spyer saiu com a certeza de que blogar é mais do que apenas escrever na internet: é manter-se informado, criar uma interatividade que propicie crescimento pessoal e, por que não?, também profissional. Porque blogar também é organizar idéias.


Spyer em sua apresentação que mudou de título no último minuto

|Saiba mais sobre Ronaldo Lemos
|Saiba mais sobre Juliano Spyer
|Veja fotos da Campus Party no Flickr

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Jacqueline S Lafloufa

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