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Sacadinhas

É interessante poder contar com algumas manhas para melhorar o dia-a-dia. E SEMPRE tem alguém que já pensou o mesmo que você e procurou uma solução. Alguns até mesmo inventaram soluções.
E a grande graça da internet é fazer com que você consiga achar essas ‘manhas’ de forma razoavelmente rápida.

Sacadinha 1:
Mostrar o seu calendário do Google de forma agradável no seu desktop usando o Rainlendar.

Depois de muito garimpar e tentar, acabei usando um aplicativo diferentão, que precisa de uma par de configurações, mas que depois funciona bonitézimo: GCalDaemon
No Lifehacker você encontra o passo-a-passo da instalação e configuração. Vale lembrar que é preciso criar a pasta Program Files para aqueles que usam o windows em português, senão não vai funcionar.

Sacadinha 2:
Efetivamente usar o Remember The Milk colocando-o no seu desktop.

São tantas maneiras de usar o RTM e eu nunca fiz uso real disso tudo porque…. não dava pra visualizar facilmente. Essa história de abrir site pra marcar uma tarefa dá trabalho. Mas depois que eu descobri duas maneiras fáceis de mostrar o RTM na área de trabalho, não tenho mais desculpa.

Jeito A: Usando seu active desktop (para aqueles que usam o Windows XP)
Mais simples do que dava pra imaginar. Se você nunca achou um uso interessante para o active desktop, agora você vai ser forçado a rever os seus conceitos. Dá pra colocar o RTM no seu desktop com esses passos simples. O site ensina direitinho, com imagens e tudo o mais. O único detalhe é que quando fiz isso no meu PC os ícones passaram a ter fundo, coisa que não me agrada, definitivamente.

Jeito B: usando a barra de ferramentas do seu windows.
Acredite, a barra de ferramentas serve para mais do que guardar aquele conjuntinho de atalhos super úteis na barra de inicialização rápida. Uma das opções para mostrar o RTM na sua área de trabalho é colocá-lo na barra de ferramentas e arrastá-la para fora da barra, deixando-a bem no meio do desktop.

Google Acadêmico, o motor de busca (muito) relevante

Sempre ouvi de professores, em especial os mais tradicionais e conservadores, que pesquisa de internet não vale. Segundo eles, a pesquisa em motores de busca tradicionais muitas vezes não traz dados confiáveis. Já nos livros, a gente podia confiar, porque a informação impressa era “verificada” e relevante.

Não posso discordar totalmente deles, mas me recuso a concordar. A internet tem como característica principal a aceitação de todo e qualquer tipo de informação. Ela é uma rede, apenas. Os dados que circulam por ela são de responsabilidade dos “emissores” desses dados. O aproveitamento correto também depende da filtragem que deve ser feita pelos receptores.

Aí vai ter aquele que vai citar o trabalho escolar da segunda série que apresenta dados que não são reais, ou informações incorretas. Lógico! Uma criança da segunda série ainda não aprendeu a avaliar a veracidade das informações que pesquisou. A meu ver, cabe aos educadores, sejam eles os pais, os professores ou ambos, auxiliar o pequeno pesquisador a definir se o dado que ele conseguiu é verdadeiro ou não.

Só existe um porém: para informações simples como nome de algum governante ou alguma data histórica, é mais fácil verificar a veracidade da informação com alguns minutos de pesquisa. Mas e quando se precisa fazer uma busca que retorne dados REALMENTE relevantes, e não se tem tempo para conferir todas as informações?

Isso costuma acontecer na faculdade. Pra início de conversa, qualquer tipo de tese que você queira defender, seja ela em um trabalho no meio da graduação ou na tese de final de curso, você precisa, necessariamente, se apoiar em publicações prévias. Nem que seja uma que diga totalmente o contrário do que se deseja provar. (Não digo que isso esteja certo ou errado, mas é assim que funciona).

Pra isso, nosso amigo Google, o maior motor de busca que, muitas vezes, retorna os dados menos relevantes primeiro, nos permite usar um sistema de busca seletivo. Trata-se do Google Scholar. Nele apenas artigos acadêmicos fazem parte da busca, o que é muito interessante para uso universitário. Dá pra procurar por termo, por autor, por tema…
O problema, muitas vezes, é o excesso de relevância. São artigos e teses que não necessariamente são objetivos e/ou de fácil compreensão. Mas uma coisa é garantida: o resultado é confiável, relevante e passível de citação.

Assim, se seu professor disser que pesquisa de internet não vale, use o Scholar e cite o autor e o artigo. Talvez a leitura dos textos tome um pouco mais de tempo, mas você pode estar certo que a probabilidade de existirem dados questionáveis é bem pequena. Assim, você se concentra em filtrar o que é interessante ao invés de filtrar veracidade.

Utilizando cartões de visita para um networking mais efetivo

Não adianta, pode parecer uma coisa antiga, mas os cartões de visita estão cada dia mais em voga. Você vai àquele evento e encontra pessoas que têm os mesmos interesses que você e que querem manter contato. Aí você vai passar o seu email:
_”Anota aí: Carlos ‘underline’ Wilczogorski arrouba Wilczogorski ponto com.”
_”Como?! Carlos Wilc-o-quê?”
_”Tudo bem, eu vou soletrar. W-I-L-C….”

Esse é o tipo de situação que pode facilmente ser evitada com um simples cartão de visita. Quando quiserem seu email, o máximo de trabalho que você vai ter será abrir a carteira e entregar o pedacinho de papel. Além de mais prático, você ainda pode incluir mais informações relevantes sobre você, como um site, telefone, MSN ou Skype e coisas do tipo.

Se a sua desculpa para não ter um cartão de visitas até agora foi a dificuldade ou o preço, é bom começar a repensar. As impressões estão cada vez mais baratas, e as gráficas estão facilitando a venda do “cento” de cartões de visitas. A cada cem cartões coloridos você paga, em média, 30 reais.

Em questão de praticidade e inovação, a moo.com, uma empresa que tem parceria com o flickr, possibilita que você faça cartões de visita diferenciados por um preço bem bacana: US$19.99 mais a taxa de entrega. Os cartões da moo.com são um pouco menores do que cartões padrão, mas são suficientes para passar seus contatos para alguém. Suas informações de contato vão no verso, e você pode escolher até cem imagens diferentes para ilustrarem os seus cartões. O melhor? Eles entregam no mundo todo.

Outra boa opção é o Deyey. Nele, você pode montar o seu próprio cartão de visitas. Ele fornece imagens de background, símbolos, e também permite que você adicione as imagens que preferir. Depois de montar todo o seu cartão e salvar, é possível fazer o download do arquivo em bons formatos para impressão, como o RGB e o CMYK. Com isso você economiza na grana do design do cartão e banca apenas a impressão e o refile. Vale bastante a pena.

CartaoDeVisitas
Esse é o meu cartão de visitas, feito no Deyey

Com um punhado deles na carteira, você pode fazer um bom e bonito networking. Apresentar um cartão passa uma imagem de profissionalismo ao seu novo contato. Augusto de Campos, do blog Efetividade, listou 10 dicas para ter um bons cartões de visitas e como usá-los de forma efetiva. Dessa lista, eu destaco alguns itens importantes:
- Inclua todas as informações básicas sobre você, como seu nome, telefone de contato, email e, se houver, seu site. Se o seu site tiver um título específico, não deixe de mencioná-lo.
- Cuidado com as cores: algumas gráficas limitam a impressão em número de cores. Além disso, não é muito interessante que seu cartão pareça um arco-íris.
- Seu nome deve ter destaque. Não use imagens muito grandes ou letras muito pequenas. Use um tamanho de letra que seja agradável aos olhos.
- Verifique diversas vezes as informações que constam no cartão, de forma a evitar algum erro. Corrigir informações erradas a caneta estraga totalmente o visual do cartão.
- Faça o possível para imprimir seus cartões em uma gráfica e, de preferência, com impressão a laser. Os aparatos vendidos em papelarias dão mais dor de cabeça e muitas vezes sai mais caro que mandar imprimir em um local especializado. Também recuse impressões a jato de tinta, pois elas parecem impressões caseiras.

Com um punhado deles na carteira ou no bolso, seu networking torna-se mais fácil, prático e efetivo. Se você ficou interessado, é possível também buscar inspiração nos cartões de visita que aparecem no Flickr. Ver o que já foi feito e selecionar o que mais lhe agrada pode facilitar o processo de composição do seu cartão.


Jacqueline S Lafloufa

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A imagem do topo do blog foi produzida por Laila Lafloufa.