Foi então eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América, Barack Obama. O homem é o retrato vivo de um presidente que não tem nada de tradicional para os americanos: de origem africana, Obama é natural do Haiti, graduou-se em direito em Harvard, uma das melhores universidades do mundo, e venceu a corrida presidencial, passando por Hillary Clinton em um primeiro momento, e depois derrubando McCain.
A comemoração americana parecia com a do Brasil em ano de vitória de copa do mundo. Algo inexplicável.
Eu não tenho embasamento político suficiente para especular se Obama será ou não um bom presidente, ou o que quer que seja. Mas de uma coisa eu sei: nos últimos tempos, essa é uma das únicas vezes em que eu posso dizer que vi “a história” acontecer e que foi algo bom.
11 de setembro, guerra do Iraque, ataque ao Afeganistão, tudo isso também me deu a sensação de “fazer parte da história”, só que de uma forma negativa. Hoje, com a eleição de Obama, eu tive certeza de que isso será um importante precedente histórico. Porque apesar de não ter idéia se Obama será ou não um bom presidente, ele é o primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América, o que certamente será um marco histórico. Ele é a personificação do sonho de Martin Luther King, que almejava um mundo onde negros e brancos pudessem ser valorizados pela sua capacidade, e não pela cor de sua pele.
Para mim e para milhares de pessoas que saíram as ruas nesse 5 de novembro, Obama é a esperança.
Não só de dias melhores na política americana, mas também de igualdade num mundo onde a crueldade e a brutalidade estão em toda a parte. Em um mundo ond

No jardim de um eleitor: você roubou nossa placa do Obama = Nós compramos outra placa = Obama consegue mais dinheiro para sua campanha (ivy_windchaser Flickr)
e parece que quase tudo está perdido, é muito bom ver essa luz no fim do túnel. Ver que, em um país onde o voto é facultativo e o cidadão precisa se registrar para votar, as pessoas se mobilizaram de maneira a incentivar o voto, independentemente do candidato. Isso é, no mínimo, inspirador.
Obama também mostra que para ser escolhido, não basta apenas ter o melhor plano, a melhor qualificação, a melhor campanha. É preciso também deixar claro para aqueles que o terão como líder que eles são importantes, e que eles são necessários para que se possa chegar ao topo. Incluir o cidadão, mostrando que a mudança não é feita por apenas um, mas por todos - ou será que o mote “yes WE vcan” poderia deixar isso mais explícito?
E como já dizia V, em V de Vingança: “Remember, remember, the 5th november.“















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