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Google Acadêmico, o motor de busca (muito) relevante

Sempre ouvi de professores, em especial os mais tradicionais e conservadores, que pesquisa de internet não vale. Segundo eles, a pesquisa em motores de busca tradicionais muitas vezes não traz dados confiáveis. Já nos livros, a gente podia confiar, porque a informação impressa era “verificada” e relevante.

Não posso discordar totalmente deles, mas me recuso a concordar. A internet tem como característica principal a aceitação de todo e qualquer tipo de informação. Ela é uma rede, apenas. Os dados que circulam por ela são de responsabilidade dos “emissores” desses dados. O aproveitamento correto também depende da filtragem que deve ser feita pelos receptores.

Aí vai ter aquele que vai citar o trabalho escolar da segunda série que apresenta dados que não são reais, ou informações incorretas. Lógico! Uma criança da segunda série ainda não aprendeu a avaliar a veracidade das informações que pesquisou. A meu ver, cabe aos educadores, sejam eles os pais, os professores ou ambos, auxiliar o pequeno pesquisador a definir se o dado que ele conseguiu é verdadeiro ou não.

Só existe um porém: para informações simples como nome de algum governante ou alguma data histórica, é mais fácil verificar a veracidade da informação com alguns minutos de pesquisa. Mas e quando se precisa fazer uma busca que retorne dados REALMENTE relevantes, e não se tem tempo para conferir todas as informações?

Isso costuma acontecer na faculdade. Pra início de conversa, qualquer tipo de tese que você queira defender, seja ela em um trabalho no meio da graduação ou na tese de final de curso, você precisa, necessariamente, se apoiar em publicações prévias. Nem que seja uma que diga totalmente o contrário do que se deseja provar. (Não digo que isso esteja certo ou errado, mas é assim que funciona).

Pra isso, nosso amigo Google, o maior motor de busca que, muitas vezes, retorna os dados menos relevantes primeiro, nos permite usar um sistema de busca seletivo. Trata-se do Google Scholar. Nele apenas artigos acadêmicos fazem parte da busca, o que é muito interessante para uso universitário. Dá pra procurar por termo, por autor, por tema…
O problema, muitas vezes, é o excesso de relevância. São artigos e teses que não necessariamente são objetivos e/ou de fácil compreensão. Mas uma coisa é garantida: o resultado é confiável, relevante e passível de citação.

Assim, se seu professor disser que pesquisa de internet não vale, use o Scholar e cite o autor e o artigo. Talvez a leitura dos textos tome um pouco mais de tempo, mas você pode estar certo que a probabilidade de existirem dados questionáveis é bem pequena. Assim, você se concentra em filtrar o que é interessante ao invés de filtrar veracidade.

Uma das poucas propagandas do Google

O Google é uma das poucas empresas no mundo que não é muito fã de fazer propaganda de seus serviços. Normalmente o que acontece é que um usuário vai convidando o outro e assim eles ganham cada vez mais usuários. Um esquema parecido com o orkut, só tem quem é convidado - isso dá um ar glamuroso também, não é?

Mas algo deve estar mudando. Primeiro, o Gmail não precisa mais de convite para se cadastrar. Agora, o Google está propondo um viral para promover o serviço de email. A idéia é bem simples, como aquelas histórias sem-fim que costuma-se fazer em dinâmicas de grupo: o Google fez um videozinho de um minuto e pouco com um papelão com o símbolo do gmail () passando de mão em mão. A idéia é que as pessoas façam outros pequenos vídeos - de até 10 segundos - para serem colocados na sequência. É preciso que o papelão com símbolo do gmail esteja no vídeo, e apareça da esquerda para a direita, de forma a dar uma sensação de continuidade.

O vídeo inicial, feito pelo pessoal do Google

Okey, e o que o vídeo vencedor ganha? Bom, ganha pelo menos 10 segundos de fama mundial. Se você quiser tentar seus 10 segundos de fama também, faça o seu vídeo e envie para o Google pelo hotsite da campanha.

| Via Brainstorm#9

Google Image Labeler, o “joguinho” do Google

Como sempre, usando da criatividade pra reduzir custos e fazer a coisa da melhor forma possível. Esse é o intuito do Google Image Labeler.

Fazer uma busca por imagem no Google nem sempre retorna algo interessante. As imagens são variadas, e muitas vezes não tem nada a ver com o que você procura, enquanto outros serviços de banco de imagens, como o gettyimages.com, tem uma busca muito mais eficiente, muitas vezes até com telas de desambiguação.

Pra melhorar isso, o Google resolveu usar os próprios usuários. A idéia é simples: o Google junta dois “jogadores” e coloca-os pra citar palavras-chave em relação a uma imagem randômica. Os jogadores marcam pontos quando os dois colocarem a mesma palavra-chave.

Um bom passatempo de 2 minutos que ajudará nossas buscas no futuro.

O mundo a um click de distância: sobre saber usar bem o que se tem

Antigamente, as pesquisas escolares deveriam ser feitas em bibliotecas, em enciclopédias à la Barsa, que as famílias faziam questão de ter em casa. Pra saber se determinado produto era bom, a solução era sair perguntando, ou pedir a opinião do vendedor - que, é claro, podia não serenciclopedia verdade.

Mas agora os tempos mudaram, e tudo o que se precisa hoje em dia é de um computador e uma conexão de internet banda larga. Isso facilita a vida, mas não exatamente facilita a pesquisa. Isso porque, se antigamente se procurava nas enciclopédias e gastava-se horas atrás de livros e referências, hoje gastam-se horas na tentativa de filtrar as informações que apareceram como o resultado de sua busca. O que levanta a velha (e que parece ser eterna) questão de saber como usar bem as ferramentas que estão disponíveis.

Não é só por fazer a pesquisa na internet que seu trabalho será o máximo: é preciso saber garimpar as informações relevantes, descartar notícias que não tem confiabilidade, é preciso aprender a pesquisar e aprender a selecionar os resultados. E não somente ir lá na Larousse, copiar o verbete e pronto.

wikipediaA grande (enorme!) vantagem que a internet nos trás é que podemos encontrar de tudo um pouco. Na Barsa, só encontraríamos coisas como “quem foi Napoleão Bonaparte”, e não artigos que explicassem quem são Larry Page e Sergey Brin. A grande vantagem da nova geração é que as enciclopédias são atualizadas de forma extremamente rápida e dinâmica.

Isso sem contar, é claro, com os blogs, que fornecem informações, opiniões, e, por que não dizer, atalhos para encontrarmos o que buscamos. Quer saber se aquele novo produto de telefonia é bom? Quer saber se aquele shampoo tonalizante dura mesmo 6 semanas no cabelo? Vai no Google e aguarde os resultados.

Querendo, é possível encontrar dicas sobre como construir uma prateleira invisível, aprender um truque com isqueiros, fazer um trabalho de escola para seu sobrinho (ou filho) e ainda saber quais músicas usam como base “Canon in D” de Pachelbel de uma forma divertida. Esse é o mundo web, pessoas.

Então não se assustem quando ouvirem alguém dizer que está escrevendo um livro, ouvindo os últimos sucessos da rádio e acompanhando o noticiário da TV, porque nesse novo mundo nós aprendemos a abrir várias abas e nos tornamos multi-tarefa.

Google e seus passos para dominar o mundo: destruir a MS

Eu acredito mesmo que o Google vai dominar o mundo. O número de informações que ele detém e a quantidade de serviços “G” que utilizamos (Gtalk, Gmail, GCalendar, GDocs) faz com que estejamos cada vez mais amarrados ao “mundo google”.

E tem sempre uma nova: dessa vez é o Google Apps, um conjunto de aplicações fornecidas pelo Google para você usar no seu domínio. Claro que os alvos são as empresas. Segundo o TechCrunch, o serviço custará US$50 por ano, e terá o Gmail com 10GB de armazenamento, além do Google Docs, com o “Word e Excel” online. Há comentários de que não existem ferramentas de CRM ou aplicativos ao estilo “Power Point”. Mas, convenhamos, eles estão só começando.

Porque essa atitude é claramente uma afronta ao monopólio exercido pela Microsoft. As empresas precisam de programas como o Word, Excel, PowerPoint. E agora elas poderão usar esses mesmos aplicativos, online, por um custo muito menor. (Um Office Small Business na Amazon custa quase US$400) Uma ótima sacada do Google.

Um dia eu ainda vou trabalhar lá. =)
| Dica do TechCrunch

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Jacqueline S Lafloufa

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