É quase imperceptível, mas nós consumimos conteúdo compulsivamente.
Quando se fala assim, como se o conteúdo fosse uma caixa de biscoitos ou um copo de suco, parece estranho, mas é verdade: estamos rodeados de informações, e é esperado que consigamos reter ao menos algumas delas para nos mantermos minimamente atualizados. Acontece que apenas consumir conteúdo faz com que sejamos apenas espectadores. A informação é despejada, você absorve, absorve, absorve, até um ponto de saturação. Nesse momento restam duas opções: descartar tudo que não for relevante ou explodir. Adivinha só o que costumamos escolher?
Mas existe uma segunda opção. Existe a possibilidade de filtrar o que queremos verdadeiramente absorver, e então destilar e compor um conhecimento condensado. Esse sumo do conhecimento pode ser compartilhado.
Existe tanta coisa boa sendo produzida em universidades, em empresas, em grupos de amigos… Tantas pesquisas sendo desenvolvidas, compiladas, testadas, que parece muitas vezes um desperdício, ou um lapso, ou um gargalo não compartilhar esse conhecimento.
Percebi isso numa disciplina que cursei semestre passado, onde fiz um projeto que utilizava o Twitter. Durante a experimentação houve interferências externas, já esperadas, e isso foi extremamente enriquecedor para o projeto. Esse fato fez com que a turma toda refletisse sobre o porquê de fecharmos o conhecimento que produzíamos dentro das 4 paredes da sala de aula. O interessante seria compartilharmos esse conteúdo com uma comunidade que tivesse os mesmos interesses.
Seria extremamente proveitoso se todos pudéssemos contribuir dentro de uma comunidade com uma parcela de conhecimento. Não importa o meio: blog, fórum, comunidades… O importante é compartilhar o que se sabe, possibilitando um conhecimento mais amplo e específico.
Por isso, vale a pena reiterar a pergunta de Manoel Netto: e você, compartilha conhecimento?











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